quinta-feira, 14 de abril de 2011

NOSSA VIAGEM A VILANCULOS E OS MOTIVOS QUE DIFICULTAM O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO EM MOÇAMBIQUE


FATO INCONTESTÁVEL E COMPROVADO NA IMAGEM ACIMA:
O litoral de Moçambique é maravilhoso e já existem resorts fantásticos em suas costas e ilhas.

PORÉNS, TODAVIAS, ENTRETANTOS:
Alguns 'elementos' prejudicam o turismo no país e minha última experiência com amigas na viagem TETE - VILANCULOS deixaram estes elementos muito claros. Vamos à lista dos indesejáveis:

1) LINHAS AÉREAS MOÇAMBICANAS
Começo a lista com aquela que, ao meu ver, é uma empresa que cobra extremamente caro, tem um programa de milhagem fajuto, não respeita seus clientes e cuja logística inadequada de voos impede o que o turismo deslanche em Moçambique - a famosa (por seus atrasos e lanchinhos muchos que dão dor de estômago) LAM, exemplo de como um monopólio pode resultar em péssimos serviços.
Sobre nossa aventura TETE - VILANCULOS, tenho a dizer que para um voo de 50 minutos para Beira se transformou em uma espera de 6 horas no aeroporto de Tete. Nosso avião chegou, saiu com outros passageiros e voltou com os mesmos (não conseguiram pousar em Quilimane) e toda esta baldeação nos fez pernoitar em Beira.

2) TURISMO DE QUALIDADE APENAS PARA QUEM TEM MUITOS DÓLARES
Se quiser passar suas férias no litoral Moçambicano se hospedando em um local bom, equipado, limpo, bonito e com boa comida (assim como todos merecemos quando estamos de férias), prepare-se para gastar muitos dólares. Em Vilanculos, ficamos hospedadas no Vilanculos Beach Lodge, um luxo ... que custa caro. As redes PESTANA e RANI são as que oferecem as melhores opções para aqueles que não se importam em transformar as férias em um momento de 'investimento'.
http://www.pestana.com/hotels/pt/hotels/africa/
http://www.raniresorts.com/

3) MÃO DE OBRA DESQUALIFICADA
Como mencionei acima, os grandes hotéis e resorts de Moçambique são de grupos estrangeiros. Notei também que os gerentes dos hotéis também costumam ser estrangeiros, mas o resto da mão de obra é moçambicana. Entretanto, o despreparo é imenso.
Apelidamos o motorista que nos levou de Beira à Vilanculos de MONSTRORISTA porque ele era um cara muito maluco que dirigia a 150Km por hora e não atendia nossos pedidos de reduzir a velocidade.
No hotel, em nosso primeiro jantar, o coitado do rapaz não conseguia marcar nossos pedidos. Foi constrangedor ver como ele estava despreparado para aquela função.
Também no hotel, contratamos um passeio de snorkeling que quase acabou se tornando um pesadelo. Para resumir o assunto, quase nos afogamos em um local de mar super agitado (totalmente inapropriado para snorkeling) e chegamos com o corpo todo dolorido porque a lanche nos jogava de um lado para outro como marionetes. Se não tivesse sido quase trágico, teria sido totalmente cômico.

CONCLUSÃO:
Espero que estas minhas palavras sirvam de incentivo para que Moçambique encontre um caminho para o desenvolvimento de seu turismo porque a natureza já fez o seu trabalho ... com muita competência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário